Mauricio Rubín de Celis: “O melhor ingrediente para combater as pragas é o conhecimento”
Até que ponto as empresas necessitam de serviços de Manejo Integrado de Pragas Urbanas (MIPU)?
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Até que ponto as empresas necessitam de serviços de Manejo Integrado de Pragas Urbanas (MIPU)?
O crescimento sustentado da economia do país nos últimos anos impulsionou, em contrapartida, o avanço da indústria de transformação em geral e o acesso a novos mercados internacionais extremamente rigorosos e competitivos. Paralelamente, o próprio consumidor doméstico, municiado pelo acesso global à informação, tornou-se consideravelmente mais exigente quanto aos padrões de qualidade e segurança do que consome.
Nesse cenário, os processos de certificação em Boas Práticas de Fabricação e Armazenagem (BPF/BPA), bem como de segurança de alimentos, suscitaram uma demanda imperativa por serviços de Manejo Integrado de Pragas Urbanas (MIPU) dotados de perfil estritamente técnico e profissional. Em termos diretos, as corporações exigem dispor da ciência e da tecnologia do MIPU a seu favor.
Sob essa ótica, as companhias buscam implementar programas contínuos de MIPU orientados à consolidação de instalações salubres, seguras e permanentemente livres de vetores e pragas.
E quão desenvolvidos estão os serviços de MIPU oferecidos localmente em comparação a outros países da região?
Determinadas praças continentais como Estados Unidos, México, Chile e Argentina consolidaram antes de nós a gestão de pragas urbanas sob um prisma genuinamente técnico-científico. Por configurarem mercados historicamente mais maduros para a indústria do MIPU, contaram com acesso antecipado a formulações inovadoras e maquinários de alta precisão. Daí deriva a importância de promover o intercâmbio com especialistas dessas nações, incorporando aprendizados e casos de sucesso aplicados à indústria de alimentos, agroindústria, mineração e extração, rede hoteleira, gastronomia e comércio.
Por que criar um congresso como o PerúPlagas?
O PERUPLAGAS nasce da imperiosa necessidade de estabelecer uma tribuna técnica, científica e comercial consagrada ao MIPU. Uma plataforma que viabilize a convergência de casos exitosos de múltiplos países, aprimorando nossas competências e qualificações operacionais. Trata-se de um ambiente desenhado para apresentar formulações e equipamentos de ponta, elevando a régua profissional de todo o setor.
Qual é a real demanda na região por conferências dessa envergadura?
O cenário latino-americano e global dispõe de congressos expressivos como o PestWorld promovido pela NPMA (National Pest Management Association) nos Estados Unidos, além dos encontros organizados pela UCABA na Argentina e pela ANCPUAC no México. Todavia, somente no ano passado estruturamos no Peru um fórum com abrangência temática equiparável, reunindo 14 especialistas internacionais de reconhecida autoridade no ecossistema de controle de pragas.
Quais são as expectativas para o PerúPlagas 2017 e que novidades marcarão esta segunda edição?
A acolhida expressiva do setor estimulou o desenho de um congresso ainda mais robusto: nesta edição reuniremos 20 palestrantes de projeção internacional. Disponibilizaremos um workshop técnico voltado com exclusividade ao controle de Aedes aegypti (vetor de dengue, febre chikungunya e zika vírus), desenhado sob medida para gestores de saúde pública. Paralelamente, haverá um módulo focado na indústria de alimentos, com ênfase em auditorias de certificação e critérios de conformidade internacional.
Nossa aspiração é que este novo ciclo consolide o PERUPLAGAS como o principal ponto de encontro e referência técnica sobre MIPU em toda a América Latina.
Quais eixos temáticos serão aprofundados?
A grade programática do evento abrange os tópicos centrais da gestão de pragas: manejo de roedores sinantrópicos, moscas, baratas, pragas de grãos armazenados, manejo e repelência de aves urbanas, auditorias de biossegurança, desenho e manutenção sanitária de instalações, além de protocolos de MIPU customizados para o processamento de alimentos, complexos agroindustriais, granjas avícolas e hotelaria.
Para os profissionais interessados em participar, que condições especiais foram planejadas?
Com o propósito de incentivar a participação ampla de técnicos e gestores, viabilizamos um desconto de 25% nas inscrições confirmadas até 15 de outubro, benefício extensivo a todos os membros filiados da AEPCS e aos congressistas que prestigiaram a edição inaugural de 2016.
