Notícias internacionais de controle de pragas
Espanha: duas novas espécies exóticas de baratas para a península Ibérica. Durante inspeções técnicas foram detectadas duas novas espécies exóticas...
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Espanha: duas novas espécies exóticas de baratas na Península Ibérica
Durante rotinas profissionais de controle de pragas urbanas na Espanha, técnicos registraram a ocorrência inédita de duas espécies exóticas de baratas na península Ibérica. De um lado, verificou-se a presença da barata-do-suriname (Pycnoscelus surinamensis) colonizando o substrato de vasos ornamentais localizados no segundo andar de um edifício corporativo em Hospitalet de Llobregat (Barcelona). Do outro lado, foram capturados espécimes da barata-do-turquestão (Blatta lateralis) num parque arborizado em Almería durante inspeção noturna de rotina.
Acerca da Pycnoscelus surinamensis, pesquisadores já aventavam sua potencial dispersão continental, visto que a espécie já se encontrava aclimatada nas Ilhas Canárias, Açores e Madeira. Originária da região indomalauana, seu primeiro registro fora da Ásia data de 1822 nas ilhas do Havaí. O adulto mede de 18 a 25 mm, ostenta pronoto negro com bordas amareladas e asas castanhas que recobrem o abdômen. Possui hábitos escavadores e reproduz-se por partenogênese telítoca, carregando a fêmea os ovos até a eclosão, o que facilita sobremaneira sua introdução acidental pelo comércio de plantas ornamentais.
Quanto à Blatta lateralis, trata-se de um achado entomológico imprevisto. Originária do Oriente Médio (com distribuição natural do Egito ao Afeganistão), seu primeiro relato fora da região nativa ocorreu em 1978 em bases militares na Califórnia, transportada na bagagem de tropas militares norte-americanas, alastrando-se subsequentemente pelo Texas, Arizona e Novo México. Exibe pronunciado dimorfismo sexual: os machos são alados e castanho-amarelados, enquanto as fêmeas são ápteras e castanho-avermelhadas escuras. Ambas as espécies apresentam elevado potencial invasivo para colonizar ecossistemas urbanos.
Fonte: “Primera cita de dues noves espècies exòtiques de paneroles per a la península Ibèrica”.
Canadá: incendiou a própria casa ao tentar combater formigas
Um morador de Old Orchard Beach provocou o incêndio acidental da residência de seus pais durante o fim de semana enquanto tentava exterminar um foco de formigas. Segundo os peritos do Corpo de Bombeiros, Devon Doucette, de 21 anos, tentava queimar os insetos utilizando fósforos de madeira quando acidentalmente ateou fogo a materiais combustíveis próximos, propagando as chamas velozmente pela edificação. O jovem conseguiu escapar ileso e os pais estavam ausentes no momento da tragédia, mas os três animais de estimação da família (dois gatos e um cão) acabaram perecendo no sinistro.
Fonte: Pest Control Canada.
Fuerteventura: alerta pela presença de Aedes aegypti
Autoridades de vigilância em saúde ambiental reuniram-se com a população de Fuerteventura (arquipélago das Ilhas Canárias) após a confirmação laboratorial do vetor Aedes aegypti na ilha, expedindo alertas e recomendações sanitárias preventivas para impedir o estabelecimento do mosquito.
A Direção-Geral de Saúde Pública de Canárias, o Departamento de Saúde Insular e o Instituto Universitário de Doenças Tropicais estruturaram um cordão sanitário para mapear os focos do vetor. Vistorias minuciosas foram executadas em residências no raio de detecção, com aplicação de biocidas aprovados e evacuação temporária por 12 horas para resguardar os moradores.
As diretrizes sanitárias enfatizaram a eliminação imediata de recipientes com água parada, limpeza frequente de ralos e canaletas pluviais, inspeção diária de pratos de plantas e vedação de caixas-d'água. Reforçou-se igualmente o engajamento dos cidadãos para notificar qualquer espécime suspeito pelo aplicativo móvel colaborativo Mosquito Alert.
Fonte: Tenerife News.
Estados Unidos: Boston congela os ratos
A administração municipal de Boston está conduzindo testes operacionais com uma metodologia não química e inovadora para a supressão de roedores em vias públicas: gelo seco. De acordo com William Christopher, comissário do Departamento de Serviços de Inspeção, brigadas municipais têm abastecido recipientes térmicos com pellets de dióxido de carbono sólido junto a fornecedores locais.
As equipes localizam as tocas ativas de ratazanas em parques e praças públicas, depositando o gelo seco diretamente nas galerias com pás metálicas e vedando as saídas com terra compactada. À medida que o gelo seco sublima, libera gás dióxido de carbono concentrado, que satura a galeria subterrânea e asfixia os roedores no interior em poucos minutos de forma limpa e econômica.
O uso de gelo seco extingue o risco toxicológico de envenenamento secundário para crianças, cães domésticos e aves de rapina, despertando o interesse técnico de diversas prefeituras norte-americanas para adoção da tecnologia.
Fonte: The Boston Globe.
Recomendou-se verificar os tanques de água pelo menos uma vez a cada 24 horas.
