É hora de uma mudança na vigilância do Aedes aegypti
O Aedes aegypti é o principal vetor da dengue, do zika, da chikungunya e da febre amarela, e há séculos é um habitante comum nas áreas urbanas e suburbanas de todo o continente americano. Suas populações continuam se expandindo.
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O Aedes aegypti é o principal vetor da dengue, do zika, da chikungunya e da febre amarela, e há séculos é um habitante indesejado de quase todos os países da América Latina. As primeiras etapas de monitoramento e controle na década de 1900 tinham como objetivo conter os surtos de febre amarela. Hoje em dia, a dengue é considerada a ameaça mais prevalente para a saúde pública entre as doenças transmitidas por vetores na América Latina. Dra. CAROLIN DEGEN (Pesquisadora e Assistente de Marketing, Biogents AG, carolin.degener@biogents.com) e PETRA SCHULTHEISS (Gerente de Vendas LATAM, Biogents, petra.schultheiss@biogents.com). O número de casos de dengue continua aumentando, os surtos parecem demorar mais para serem controlados e observa-se um número cada vez maior de pessoas afetadas. A vigilância abrangente, os dados confiáveis e as medidas de controle eficazes são fundamentais para manter baixos os índices de Aedes aegypti e o número de casos de dengue. Os últimos anos também trouxeram uma série de desafios, como recursos financeiros e de pessoal limitados nas autoridades de saúde pública, novas ameaças à saúde como a COVID-19 ou uma crescente resistência dos mosquitos aos inseticidas. Portanto, repensar as rotinas estabelecidas é crucial para encontrar as melhores ferramentas para uma vigilância e controle de mosquitos eficiente e eficaz. Isso levará a um melhor manejo do Aedes aegypti no futuro. ÍNDICES TRADICIONAIS DE STEGOMYIA: ANTIGOS, MAS QUAL A SUA EFICÁCIA? Os índices larvários tradicionais (também conhecidos como índices Stegomyia), estabelecidos como ferramenta para mensurar o impacto dos esforços de controle da febre amarela sobre Ae. aegypti, remontam a 1923. Desde então, o foco de saúde pública por trás dos índices larvários deslocou-se da febre amarela para a dengue, a chikungunya e o zika. Hoje, quase cem anos após a sua primeira descrição, os índices larvários continuam sendo amplamente utilizados na América do Sul. Mas serão eles uma boa ferramenta para estimar os riscos de transmissão de doenças e os efeitos das ações de controle de vetores? Depende. Podem fornecer uma noção sobre os criadouros preferenciais das populações locais de vetores e alguma indicação sobre a eficácia de medidas que visam exclusivamente esses locais. No entanto, muitos estudos demonstraram que os índices larvários não se correlacionam com o risco de transmissão da dengue, devido a vários problemas inerentes ao próprio método e a desafios operacionais: – Frequentemente os mosquitos imaturos não são contados, e a produtividade dos recipientes positivos é desconhecida e desconsiderada. – Muitas vezes o acesso às residências é recusado. – Os resultados dependem fortemente da motivação e habilidade dos agentes de saúde para localizar criadouros. – Alto tempo despendido por imóvel inspecionado e custos elevados associados. – É possível realizar apenas um número limitado de levantamentos larvários por ano (baixa resolução temporal, geralmente 3 levantamentos ao ano). Não surpreende que, nos últimos 25 anos, os índices larvários tenham sido questionados e vistos cada vez mais como uma medida inadequada para monitorar os mosquitos da dengue. Contudo, muitos países ainda realizam esses levantamentos, frequentemente seguindo diretrizes nacionais de vigilância vetorial. AS ARMADILHAS SÃO A MELHOR ALTERNATIVA! As armadilhas para mosquitos estão sendo cada vez mais utilizadas para monitorar os vetores da dengue. Um modelo clássico, a ovitrampa de baixo custo e sem patente, tem sido utilizada para monitorar o Aedes aegypti desde 1965. São mais sensíveis do que os levantamentos larvários, mas ainda é difícil estimar a abundância de mosquitos adultos e o risco de transmissão da dengue a partir dos índices de ovitrampas, já que não se sabe quantos mosquitos depositaram os ovos. Além disso, para identificar a espécie de mosquito a partir dos ovos (Ae. aegypti ou Ae. albopictus), é necessário aguardar a eclosão das larvas, o que exige estrutura laboratorial e tempo. Não obstante, as ovitrampas são bons indicadores da presença ou ausência de vetores da dengue. As armadilhas para mosquitos adultos fornecem informações muito superiores para subsidiar decisões operacionais de controle, dadas as suas vantagens sobre os levantamentos de larvas: – Medição direta da abundância de fêmeas adultas vetoras da dengue e correlação com o risco da doença. – Melhor aceitação por parte dos moradores, já que as armadilhas são menos invasivas e evitam buscas minuciosas por criadouros em toda a residência. – Um único agente de saúde pode vistoriar as armadilhas de dezenas de residências por dia. – Alta resolução espacial viável (elevado número de residências monitoradas por área). – Alta resolução temporal, como o monitoramento semanal ou quinzenal, proporcionando uma estimativa contínua da infestação de Aedes adultos. Isso permite que as autoridades sanitárias locais reajam mais rapidamente às alterações na densidade de mosquitos. Uma resolução espacial mais alta facilita a detecção precoce de focos críticos de infestação de Aedes e direciona medidas de controle pontuais especificamente às áreas mais necessitadas. Armadilhas para vetores adultos da dengue vêm sendo empregadas com sucesso em municípios brasileiros para o monitoramento de rotina. Nesses estudos, os dados de captura de Ae. aegypti por meio de dois tipos diferentes de armadilhas para adultos correlacionaram-se com o risco de casos de dengue (Ferreira et al. 2017, Parra et al. 2018). O estudo que utilizou armadilhas BG-Sentinel evidenciou que os custos operacionais com essas armadilhas foram 71% inferiores aos levantamentos larvários convencionais. VIGILÂNCIA CONFIÁVEL – CONTROLE EFICAZ: COMO FAZER? Existem várias armadilhas no mercado, mas pesquisadores e autoridades de saúde concentram-se em poucas opções validadas. A pesquisa intensiva da Biogents sobre o comportamento de atração dos mosquitos por hospedeiros resultou em uma armadilha de alta eficiência: a BG-Sentinel. Desde seu lançamento em 2004, tornou-se o padrão-ouro no monitoramento de mosquitos Aedes, sendo recomendada inclusive pelo CDC. A BG-Sentinel tem sido empregada com sucesso na captura de outras espécies de mosquitos em todo o mundo para responder a diversas perguntas científicas e também no controle direto de populações. A nova armadilha BG-GAT (Gravid Aedes Trap) tem como alvo as fêmeas grávidas em postura e é cada vez mais usada no monitoramento e controle do mosquito-tigre. BG-SENTINEL E BG-GAT: QUAL A DIFERENÇA? A BG-Sentinel é uma armadilha de sucção ativa que imita o ser humano. Fluxos de ar orientados para cima simulam as correntes de convecção do corpo humano e liberam um odor artificial patenteado (BG-Lure), tornando a armadilha extremamente atraente. As correntes de sucção central geradas pela ventoinha capturam os mosquitos. Um forte contraste claro-escuro funciona como atrativo visual. Uma vez recolhidos na bolsa de captura, os mosquitos desidratam. VANTAGENS DAS ARMADILHAS BIOGENTS PARA MOSQUITOS ADULTOS
- Dois tipos de armadilhas para diferentes fases da vida.
- Tecnologia confiável e patenteada.
- Utilizada por profissionais em todo o mundo.
- Eficácia cientificamente comprovada.
- Fácil de usar e de baixa manutenção.
- Ecológica e sustentável.
- Sem uso de inseticidas. BG-Sentinel
- Aumento da mortalidade dos mosquitos vetores.
- Redução das taxas de picadas em humanos.
- Redução da transmissão de doenças. A BG-Sentinel é altamente atraente para os mosquitos da dengue que procuram hospedeiros (Ae. aegypti e Ae. albopictus) e os pernilongos domésticos do sul (Culex quinquefasciatus). Opcionalmente, pode-se adicionar dióxido de carbono, o que geralmente aumenta as taxas de captura de Ae. albopictus e Cx. quinquefasciatus em cerca de 5 vezes e, além disso, torna a armadilha atraente para todas as outras espécies de mosquitos. Para o monitoramento, a armadilha BG-Sentinel geralmente permanece 24 horas em sua posição. Para o controle, a armadilha é utilizada 24 horas por dia, 7 dias por semana durante a temporada. A armadilha BG-GAT (Gravid Aedes Trap) é uma armadilha passiva acessível que possui todas as características de um criadouro ideal para fêmeas grávidas de Ae. aegypti e Ae. albopictus. Os mosquitos entram na câmara transparente através do funil preto. Uma vez dentro, os mosquitos tentam escapar através da câmara translúcida onde ficam presos na superfície do cartão adesivo e morrem. Os mosquitos nos cartões adesivos devem ser contados e identificados semanalmente ou a cada duas semanas. A BG-GAT é muito sensível para detectar a presença de Ae. aegypti e Ae. albopictus e, portanto, uma boa alternativa às ovitrampas. Dado que a BG-GAT apresenta taxas de captura mais baixas que a BG-Sentinel, a armadilha geralmente permanece constantemente em seu local. Ambas as armadilhas são ecológicas. Não utilizam produtos tóxicos nem inseticidas. COMO
- Eficácia cientificamente comprovada
- Utilizadas por profissionais em todo o mundo
- Altamente sensíveis e específicas, fornecendo dados confiáveis
- Tecnologia confiável e patenteada
- Ecológica e respeitosa com o meio ambiente, sem o uso de inseticidas. Com as armadilhas BG-GAT distribuídas uniformemente em ambientes urbanos com presença conhecida do vetor da dengue, é possível obter dados de monitoramento de mosquitos a cada duas semanas durante todo o ano. Uma resolução temporal tão elevada apoiará a detecção precoce de pontos críticos de mosquitos que poderiam provocar surtos de doenças e permite determinar as espécies predominantes (Ae. aegypti ou Ae. albopictus). A BG-Sentinel, com suas altas taxas de captura e operada com CO2, é uma aliada confiável para monitorar todas as espécies de mosquitos e identificar outros possíveis vetores de doenças. Sem adição de CO2, captura o mosquito da dengue e os mosquitos domésticos. Essa armadilha é especialmente útil em locais estratégicos como aeroportos, portos, escolas ou hospitais, onde é provável que ocorra a introdução de mosquitos e a circulação de vírus.
- Formulação patenteada com odor de pele humana
- Estímulos visuais com contraste de preto e branco
- Convecção de calor imitando o corpo humano
- Um ventilador aspira os mosquitos
- Mosquitos capturados se desidratam na bolsa de captura. Avance no seu nível de monitoramento
- Medição direta da abundância de vetores fêmeas adultas
- Alta resolução espacial e temporal
- Possibilidade de capturar mosquitos vivos, aptos para análise
- Custos operacionais até 70% mais baixos do que levantamentos de larvas. Biogents: sabemos o que os mosquitos querem
- 1 equipe, 30 especialistas, 130 anos de experiência em pesquisa
- Altamente competentes, qualificados e confiáveis
- Métodos cientificamente estabelecidos, pesquisados e comprovados
- Pesquisa contínua e estudos de campo
- O fabricante é líder mundial em armadilhas para mosquitos
- Clientes satisfeitos em mais de 100 países. ENGINEERED IN GERMANY Biogents AG | Página web: www.biogents.com E-mail: sales@biogents.com Facebook: www.facebook.com/Biogents Vídeos:
BG-GAT QUANDO UTILIZADA PARA O CONTROLE:
AS ARMADILHAS DA BIOGENTS PODEM APOIAR OS ESFORÇOS DE SAÚDE PÚBLICA? MONITORAMENTO: APENAS COMO ARMADILHAS OU COMO COMPLEMENTO AOS ESTUDOS DE LARVAS? Ambas as armadilhas são uma excelente opção para os esforços de monitoramento. Para obter as melhores informações sobre a população local de mosquitos, a melhor opção é utilizar a BG-GAT e a BG-Sentinel de forma combinada. O posicionamento das armadilhas BG-GAT em áreas com baixa abundância de mosquitos da dengue, ou em locais onde a sua presença ainda não foi identificada, auxilia na detecção de novas infestações precocemente. A armadilha BG-Sentinel: padrão-ouro para monitorar mosquitos Aedes. Nova etapa na vigilância de vetores BIOGENTS
CONTROLE COM ARMADILHAS BIOGENTS: UMA ABORDAGEM CADA VEZ MAIS EXPLORADA Devido frequentemente à natureza críptica dos criadouros, é quase impossível eliminar ou tratar todos eles. Portanto, combater os mosquitos adultos é fundamental para o sucesso do controle. As medidas convencionais de controle de mosquitos adultos são ineficientes devido a limitações operacionais e à resistência a inseticidas. A ideia de usar armadilhas é remover constantemente os mosquitos adultos do ambiente. Como a BG-Sentinel e a BG-GAT têm como alvo os mosquitos da dengue em diferentes estágios da vida, é melhor usar ambas as armadilhas combinadas em programas de captura em massa. Um exemplo recente em que as armadilhas de sucção Biogents e as armadilhas BG-GAT foram usadas com sucesso para o controle de mosquitos vem de uma ilha nas Maldivas que estava fortemente infestada por Cx. quinquefasciatus e Ae. albopictus. Muitos anos de uso extensivo de inseticidas tornaram a população local de mosquitos resistente aos inseticidas. A flora e a fauna locais também foram negativamente afetadas. O uso constante de armadilhas de sucção e armadilhas BG-GAT da Biogents, juntamente com a eliminação dos criadouros, resultou na redução bem-sucedida da população local de mosquitos. Como os inseticidas já não são pulverizados, a fauna e a flora locais também começam a se recuperar. https://info.biogents.com/ en/biogents-and-soneva Nos EUA, foram estabelecidos vários programas de ciência cidadã nos quais são utilizadas armadilhas Biogents para o controle de Ae. albopictus. Um dos resultados de um desses projetos, que utilizou armadilhas BG-GAT, foi publicado na revista científica “Nature Scientific Reports” (https://www.nature.com/articles/s41598-018-34161-9). MONITORAMENTO E CONTROLE DE VETORES: UMA HISTÓRIA SEM FIM A história demonstra que são necessários esforços públicos e privados para monitorar e controlar vetores como o Aedes aegypti na América Latina. Os novos métodos e produtos cientificamente comprovados, como os levantamentos de mosquitos adultos e as armadilhas para controle, devem complementar a caixa de ferramentas existente. Isso também apoiaria o trabalho em direção a uma abordagem mais eficiente e orientada a recursos no controle de vetores, como sugerido pela Estratégia de Gestão Integrada para a Prevenção e Controle da Dengue na Região das Américas (OPAS/OMS 2018). Imitar o ser humano para capturar mosquitos
