Ratazana-de-esgoto (Rattus norvegicus): hábitos, riscos e inspeção do grau de infestação
RATAZANA-DE-ESGOTO (Rattus norvegicus). Possuem metabolismo elevadíssimo, exigindo consumir por quilograma de peso vivo dez vezes mais alimento que o ser humano.
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RATAZANA-DE-ESGOTO (Rattus norvegicus)
Possuem uma taxa metabólica extremamente acelerada, demandando a ingestão proporcional por quilo de peso corporal de cerca de dez vezes mais calorias que um ser humano adulto. Exibem comportamento marcadamente noturno, razão pela qual desenvolveram excepcionalmente os sentidos do olfato, audição e tato (vibrissas), que balizam sua locomoção, defesa e localização de alimento, dependendo em menor grau da acuidade visual.
RATA-NORUEGUESA, RATAZANA OU RATO-DE-ESGOTO: esta espécie acha-se estritamente vinculada às atividades humanas e às redes de escoamento predial. No ambiente silvestre escava tocas no solo; no outono, com a redução dos alimentos no campo, as populações migram para depósitos, silos e áreas de armazenagem urbanas. Atingem a maturidade sexual entre 3 e 5 meses de idade, com gestação de 22 dias — prolongada na hipótese de superposição com lactação ativa —, gerando ninhadas de 6 a 12 filhotes a uma taxa anual de 6 a 10 partos em razão do cio pós-parto fértil (48 horas). Constituem reservatórios primários e vetores de graves enfermidades zoonóticas, tais como leptospirose, tifo murino, peste e salmonelose. Reino:
Classe:
Ordem:
Família:
Animalia Rodentia
Mammalia As ratazanas possuem um olfato apurado que lhes permite orientar-se perfeitamente na escuridão total.
Muridae
INSPEÇÕES PARA AVALIAR O GRAU DE INFESTAÇÃO POR ROEDORES Seus olhos são muito sensíveis a luminosidades intensas, sendo incapazes de distinguir cores.
Antes de implementar o Programa de Manejo Integrado de Roedores, deve-se realizar uma INSPEÇÃO analítica completa das instalações para identificar a espécie comensal envolvida, a densidade da infestação e os recursos operacionais mais assertivos a adotar. É vital inventariar os tipos de construções e matérias-primas processadas.
Excrementos (fezes)
Pegadas ou marcas de patas e cauda
Marcas de roedura nos dentes incisivos (que crescem de 0,3 a 0,4 mm ao dia)
Tocas ativas ou ninhos escavados
Manchas de urina e odor acentuado
Trilhas ou caminhos habituais polidos
Presença de exemplares mortos ou vivos, odores característicos
Vocalizações e guinchos noturnos
Características - Sentidos: visão reduzida, sem diferenciação cromática. Olfato, paladar, audição e tato excepcionais. - Preferências alimentares: onívoros estritos, com predileção por alimentos frescos e nutritivos (22 a 30 g/dia). Consomem resíduos de lixo urbano, carnes ressequidas, carcaças,
- Peso adulto: 200 a 500 g. vegetais, cereais em grão e frutas, aceitando até matéria fecal residual.
- Focinho: rombudo. - Consumo diário de água: 15 a 30 ml/dia.
- Orelhas: pequenas, recobertas por - Comportamento: extremamente desconfiados (neofóbicos), grande pelos curtos, não alcançando os agilidade para escavar, roer e nadar em olhos. tubulações de esgoto.
- Olhos: pequenos e escuros. - Abrigos: galerias subterrâneas e tocas escavadas no solo.
- Porte corporal: corpo robusto e maciço.
As vibrissas táteis da cabeça e pelos corporais fornecem orientação mecânica no escuro.
- Cauda: mais curta que a soma da cabeça e corpo, escura no dorso e clara na face ventral.
- Pelagem: áspera, castanho-acinzentada mesclada de preto, com ventre cinza-esbranquiçado.
Como todos os mamíferos de hábitos crepusculares, possuem audição apurada para frequências ultrassônicas.
- Raio usual de ação: 30 a 50 metros a partir da toca. - Idade para acasalamento: 2 a 3 meses.
- Excrementos: formato capsular com extremidades arredondadas, medindo aproximadamente 2 cm x 1 cm.
- Picos de reprodução: primavera e outono. - Período gestacional: 22 dias. - Filhotes por parto: 6 a 12. - Ninhadas anuais: 6 a 10. - Expectativa média de vida: 1 ano.
Seus deslocamentos ocorrem estritamente junto aos rodapés e paredes, evitando cruzar espaços abertos.
Apresentam acentuado comportamento tigmotático: necessitam manter contato físico constante de suas vibrissas com superfícies verticais.
Marcam seus eixos de trânsito com urina e secreções sebáceas gordurosas. Exploram minuciosamente seu território, retendo a localização exata de saídas de emergência. Diante de novos pontos de ceveamento, sua neofobia inata provoca recusa inicial nas primeiras horas; daí a importância de instalar caixas porta-iscas fixas exatamente sobre as trilhas consolidadas e junto às tocas ativas.
