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Editorial: décima primeira edição de Latam Plagas

Transitamos pelo primeiro trimestre de 2021 e os impactos sanitários da pandemia permanecem, exigindo rigor técnico e compromisso ético do setor.

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Página de abertura: Editorial: décima primeira edição de Latam Plagas

Nos encontramos transitando o primeiro trimestre de 2021 e absolutamente nada mudou em relação ao cenário da Pandemia. O vírus da COVID-19 permanece ativo e a simples virada do calendário anual não teve o condão de neutralizá-lo. É curioso como costumamos alimentar a fantasia de que, ao soar da meia-noite de 31 de dezembro, a história recomeçará do zero. Lamentavelmente, trata-se de doce ilusão: os anos civis avançam, renovando aspirações e oportunidades individuais, mas os desafios sanitários, econômicos e estruturais prosseguem inalterados. Determinadas nações geriram a crise com admirável competência técnica; outras de forma razoável, e várias de maneira desastrosa. Nossa revista circula internacionalmente por diversos continentes, porém sua maior penetração consolida-se na América Latina — raiz fundante de nosso nome editorial. No sul do continente latino-americano, multiplicaram-se exemplos contundentes do que não deveria ter sido feito pela gestão governamental. Nada obstante esse contexto adverso e as oscilações políticas, nossa indústria de manejo de pragas e desinfecção foi altamente demandada, acelerando o tão almejado reconhecimento público de nosso papel como agentes basilares da saúde coletiva. Conforme pontuei em edições pregressas, dependendo da capacidade de resiliência e adaptação de cada gestor, enquanto algumas empresas sucumbiram, outras souberam expandir serviços, equipe e faturamento. Os novos paradigmas expõem com clareza a imperiosa urgência de capacitação profissional e difusão sistemática de boas práticas de desinfecção e manejo integrado. Em LATAM PLAGAS, redobramos o compromisso de levar até vocês análises atualizadas, sérias e aplicáveis. Temos a convicção de que o empresário responsável encontrará em nossas páginas um sólido arcabouço técnico-científico para enriquecer sua rotina de campo.

biológico pode ser manejado sob uma fórmula única e estática: inexistam receitas milagrosas ou atalhos fáceis no controle de pragas. O aclamado 'know-how' — o saber fazer com autoridade — requer anos contínuos de estudo criterioso, dedicação bibliográfica e, acima de tudo, intensa vivência prática de campo. Essa convicção orienta nossa busca obstinada por cientistas, pesquisadores e peritos técnicos que compartilhem generosamente sua bagagem profissional, elevando o nível intelectual de nossos leitores. Defendemos com vigor a concorrência leal e ética, estimulando as empresas prestadoras a aprimorar seus padrões de excelência operacional e conquistar clientes pela idoneidade e competência técnica demonstrada, em vez de aviltar a profissão com guerras predatórias de preços. Integramos um segmento econômico complexo que demanda equipes multidisciplinares e especialistas dedicados a cada nicho de atuação; por esse motivo, LATAM PLAGAS manterá sempre a pluralidade de vozes e abordagens. Nesta edição, resgatamos nosso infográfico central com design apurado e síntese técnica de excelência, além da agenda internacional de congressos e do mapeamento dos principais cursos e referências bibliográficas do setor.

A produção de conhecimento científico é dinâmica, assim como o arsenal de ferramentas tecnológicas que empregamos diariamente. O controle populacional de pragas sinantrópicas e patógenos biológicos exige harmonização perfeita entre teoria e prática. Nenhum organismo

Eng. Guillermo J. Tarelli

CHEMOTÉCNICA S.A. EDITOR DE LATAM PLAGAS

É incrível como costumamos supor que em 31 de dezembro, às 24:00, tudo começará novamente. Infelizmente, trata-se apenas de uma ilusão.

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